Eu tinha coisas realmente boas pra escrever hoje. Não que o texto fosse sair bom nem nada, mas as situações em si, são situações que devem, e serão, posteriormente registradas.
Fui praticamente obrigada a mudar meu texto, depois de uma notícia absurda que recebi hoje de manhã, depois de ter pedido a primeira aula.
Minha sexta feira geralmente começa com uma aula de redação, às 7h00 da manhã, mas hoje perdi a primeira aula, então cheguei às 7h50, pronta para assistir 50 gloriosos minutos de física, que pra mim não fazem sentido algum.
Cheguei na sala, nem bem sentei na carteira, e meu anjo Gabriel estava pronto pra me contar os acontecimentos por mim perdidos, durante aula de redação.
A professora comunicou que a coordenação da minha escola PROIBIU a promoção de debates em sala de aula, usando como argumento que "alguns assuntos não podem ser discutidos na escola".
Uma professora que se preocupa em ajudar os alunos a formarem suas próprias opiniões, que discute idéias e trás temas realmente significativos, que tenta fazer com que os alunos do colégio Singular, que em sua maioria são um bando de tristes alienados, comecem a criar a capacidade de opinar e de entender o mundo ao redor.
Isso, que é uma das poucas coisas dentre as que nos são ensinadas na escola, de que realmente tiraríamos proveito para nossas vidas, foi destruído e tomando de nós, por ordem de alguém que só se preocupa com os centavos a mais que os pais dos estudantes depositam em sua conta, ao final do mês.
Só pra constar, a professora foi proibida de trazer esse tipo de discussão um pouco depois de ter pedido para a sala ler um trecho de "O manifesto comunista", a fim de discutirmos tal trecho durante as aulas. Porque será?
A ditadura pode ter acabado, mas sua essência permanece e é lembrada quando presenciamos, tristemente, atitudes como essa.
Escrevo esse desabafo como um jeito de extravasar minha revolta mediante a essa atitude, mas me sinto uma covarde, porque sei que não farei nada além disso.
Queria ir até a sala desse coordenador infeliz e cuspir pra ele tudo que está aqui registrado, e até mais algumas coisas, grosseiras demais para serem escritas no blog.
Queria promover revoltas e revoluções entre os alunos, lutando pelo que acredito e pelo que julgo correto.
Sou covarde e sei que não farei nada disso, e essa, é uma das minhas piores dores.
Tenho medo, pois sei quais serão as conseqüências destes atos, sei que irão acarretar uma série de problemas pra mim, pro meu pai e pra injustiçada professora.
Sou inútil e pequena, porque não tenho a coragem e a determinação dos jovens de 68, que saíram às ruas, com a cara e a coragem, para lutar pelo mundo que eles acreditavam ser melhor.
Morro por dentro ao pensar na minha covardia, e também ao pensar que tudo que vou fazer a respeito são revoluções imaginárias, elas, e estas medíocres palavras que agora escrevo.
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
O mundo de Sofia?
Os cursos de filosofia e sociologia voltaram a ser obrigatórios no currículo escolar. Uma notícia que até uns dias atrás parecia ser realmente excelente. Acontece que o pessoal da minha escola sempre dá um jeito de estragar tudo.
Ao invés de colocarem uma aula a mais de sexta feira (dia em que somos dispensados 50 minutos mais cedo do que nos outros dias da semana) a direção da escola resolveu organizar as aulas de ambas as matérias via INTERNET.
Agora me diga, como pode um aluno realmente aprender e absorver o conteúdo se o professor não está ali para tirar suas dúvidas a qualquer momento? Como eles pretendem lecionar FILOSOFIA sem promover qualquer tipo de debate e discussão de idéias?
Nada se compara a uma aula onde o professor explica o conteúdo com a devida paixão que lhe é merecida.
A idéia toda de se ter aulas via correspondência ou qualquer coisa que o valha até que parece bem ser romântica e interessante em ''O mundo de Sofia'', mas na prática, é realmente uma droga.
Ao invés de colocarem uma aula a mais de sexta feira (dia em que somos dispensados 50 minutos mais cedo do que nos outros dias da semana) a direção da escola resolveu organizar as aulas de ambas as matérias via INTERNET.
Agora me diga, como pode um aluno realmente aprender e absorver o conteúdo se o professor não está ali para tirar suas dúvidas a qualquer momento? Como eles pretendem lecionar FILOSOFIA sem promover qualquer tipo de debate e discussão de idéias?
Nada se compara a uma aula onde o professor explica o conteúdo com a devida paixão que lhe é merecida.
A idéia toda de se ter aulas via correspondência ou qualquer coisa que o valha até que parece bem ser romântica e interessante em ''O mundo de Sofia'', mas na prática, é realmente uma droga.
segunda-feira, 2 de março de 2009
.
Você não sabe qual é minha banda favorita, muito menos a música. Não sabe do que eu gosto de fazer quando não tenho nada pra fazer, não sabe dos livros que eu leio, do perfume que eu uso. Não faz ideia do quanto eu gosto de andar pra lá e pra cá pelo meu apartamento, quando ele tá vazio, e o quanto eu adoro deitar nas almofadonas que tem na sala, pra cantarolar uma canção qualquer.
Não sabe da minha nova descoberta, do meu seriado favorito, da melhor fala de filme de todos os tempos, ou daquela cena que me fez chorar.
Não sabe a data do meu aniversário, meu signo( mesmo que não acredite em astrologia, ou o diabo que o valha) e nem qual é o meu feriado favorito do ano.
Não sabe por quem eu choro quando a noite vem, não sabe quem é a pessoa que me faz sorrir, só em pensar nela. Também não sabe onde eu vou toda quinta-feira a noite e o quanto me faz bem.
Não sabe dos meus antigos e novos amores, não sabe dos meus amigos e dos momentos maravilhosos e terríveis que passei ao lado deles.
Não sabe quem são os meus heróis e ídolos.
Não sabe qual é a minha matéria favorita, ou a que eu mais detesto.
Não sabe que quando eu tomo sorvete, ou como chocolate fico dez vezes mais feliz do que o normal.
Não sabe qual é meu suco favorito, nem que eu detesto refrigerante.
Não sabe qual flor eu acho mais bonita, e qual eu acho que tem o melhor perfume.
Não sabe dos meus medos, anseios e planos(...)
De verdade, a mim não importa que você não saiba nada disso, esse é o tipo de coisa (que diz quem a pessoa realmente é) que você só descobre com um pouco mais de convivência, é o que torna a pessoa encantadora ou não, especial ou não.
O que pega mesmo é que você não tá nem um pouco interessado em saber.
Niguém nunca tá interessado em saber porcaria alguma.
Não sabe da minha nova descoberta, do meu seriado favorito, da melhor fala de filme de todos os tempos, ou daquela cena que me fez chorar.
Não sabe a data do meu aniversário, meu signo( mesmo que não acredite em astrologia, ou o diabo que o valha) e nem qual é o meu feriado favorito do ano.
Não sabe por quem eu choro quando a noite vem, não sabe quem é a pessoa que me faz sorrir, só em pensar nela. Também não sabe onde eu vou toda quinta-feira a noite e o quanto me faz bem.
Não sabe dos meus antigos e novos amores, não sabe dos meus amigos e dos momentos maravilhosos e terríveis que passei ao lado deles.
Não sabe quem são os meus heróis e ídolos.
Não sabe qual é a minha matéria favorita, ou a que eu mais detesto.
Não sabe que quando eu tomo sorvete, ou como chocolate fico dez vezes mais feliz do que o normal.
Não sabe qual é meu suco favorito, nem que eu detesto refrigerante.
Não sabe qual flor eu acho mais bonita, e qual eu acho que tem o melhor perfume.
Não sabe dos meus medos, anseios e planos(...)
De verdade, a mim não importa que você não saiba nada disso, esse é o tipo de coisa (que diz quem a pessoa realmente é) que você só descobre com um pouco mais de convivência, é o que torna a pessoa encantadora ou não, especial ou não.
O que pega mesmo é que você não tá nem um pouco interessado em saber.
Niguém nunca tá interessado em saber porcaria alguma.
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