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segunda-feira, 25 de março de 2013

Para o Apanhador Só

Cheguei, deitei e fiquei aqui, um tempão
E nesse ficar, fiquei pensando
E nesse pensar, passou

A água evaporou na panela
A louça não se lava sozinha
O pó não se retira dos cantos
Da casa

Vazia.

Nesse pensar, o sol se pôs através da janela
Nesse ficar pensando, pensei

Pensei nas crianças passando
Correndo
Passando da linha, do limite
Do abismo

E pensei em você
Parado, apanhador
Parado no centeio
Protegendo a molecada, para que não caiam

Assim

Devagar.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Sobre as hienas

"Aqui e ali tinha um homem e uma mulher atravessando a rua, abraçados pela cintura e tudo, ou um grupo de imbecis com as namoradas, todos rindo como umas hienas, de qualquer coisa que, aposto, não tinha a menor graça. Nova York é terrível quando alguém ri de noite na rua; pode-se ouvir a gargalhada á quilômetros de distância. É aquele tipo de coisa que faz a gente se sentir só e deprimido."


O apanhador no campo de centeio.