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terça-feira, 10 de agosto de 2010

"Today is the greatest day I've ever known(...)"

É isso.
A menina caminha com o coração um tanto partido. Não sente frio, nem calor, o sol brilha bonito no céu, mas o vento forte da Avenida permite que ela vista seu moletom favorito. Para, respira fundo, olha pro céu... sorri.
A tristeza dessa vez é diferente. Ela é serena, é madura, oposto de todas as outras vezes, não impede a menina de sorrir, de rir com alguns amigos, e de apreciar uma flor bonita no galho de uma árvore.
Talvez carregue consigo uma pitada de arrependimento. Devia ter sido mais corajosa! A covardia sempre lhe foi um problemão. Se tivesse sido mais explicita em relação aos seus sentimentos então... AH! Agora não adianta mais pensar nisso. Mal feito, feito. Acabou, pronto, vai esquecer.
Poderá cair uma lágrima ou outra, e de noite quando fechar os olhos com certeza terá um único pensamento. Só queria ter sido diferente de todo o resto, e nem isso conseguiu.
Olha para os lados. Um raio de sol inesperado invade-a por completo e então não pode evitar o pensamento de como a vida é bonita, e uma pequena chama de esperança não pode deixar de brotar dentro dela. Afinal, com um céu desses, e com uma música que lhe diz que hoje é o melhor dia que ela já conheceu, como não esperar pelo melhor, de fato? :)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O vai-e-vem dos raios de sol

Os minutos passam mais devagar do que deveriam. As quartas-feiras são sempre assim, mas antes uma quarta, do que uma terça-feira, penso em meio á devaneios desimportantes.
Escrevo um trecho de música em um pedaço de folha rasgada, música que está na minha cabeça desde que meu despertador tocou.
De repente, a iluminação da sala diminui. Olho pela janela, o céu tornou-se mais escuro, o sol se escondeu atrás de uma núvem. De que formato ela seria?
Segundos depois, ele reaparece. Não o vejo, mas sinto seu calor, e a sua claridade novamente invade a sala.
Ao meu redor, todos parecem estar indiferentes a este brilhante acontecimento, alguns dormem apoiados em seus fichários e cadernos, outros escondem o fone de ouvido com o capuz do moleton, alguns fitam o nada, e ainda tem aqueles (grupo em que me encaixava a poucos minutos, mas desisti), que tentam(alguns até conseguem!) entender a equação reduzida da bendita hipérbole, que o professor escreve na lousa. Coisa tremendamente importante para para a nossa felicidade e para os nosso planos futuros. A gloriosa equação da hipérbole, como a maioria das equações, é fundamental pra essência de todos nós, e é facilmente introduzida em uma conversa animada. Quem precisa das beleza e da intensidade dos raios de sol, que insistem em vencer o cinza que os tenta cobrir, quando se tem exercícios da hipérbole, para serem resolvidos?
O sol se esconde de novo, a classe fica momentaneamente gelada. Penso em quantas núvens já passaram por ele hoje.
Reaparece. Ninguém percebe.
Em uma manhã, bem no meio da semana, sou a única a assistir os raios de sol irem e virem pela janelona, a única que percebe o sol brincando de esconde-esconde. Todos recebem o mesmo presente, mas eu sou a única a notá-lo.
Me sinto tremendamente privilegiada. Penso em quantas vezes isso aconteceu, e eu não vi, por estar ocupada demais com algo que eu julgava ser de maior importância. Felizmente, tenho visto as coisas por um outro ângulo ultimamente, e isso tá me fazendo um bem danado.