"- De tudo o que ela disse, enfim... há algo que sirva pra mim?
O que é que importa, mesmo assim...
De eterno, só há o próprio fim...só o próprio fim"
"- Mas eu sequer tentei..."
Você sorriu... e sem querer...
No seu olhar ao me dizer:
"- Você é tão especial."
Que percebi... que nunca me amaria de outro jeito.
E então...
Você não pôde entender aquela lágrima a escorrer
Tentei sorrir quando te falei:
"- O vento está tão forte que faz os meus olhos arderem."
Foi isso que eu não pude dizer.
Adeus, meu bem.
De quem será... pra sempre seu.
Sabe aquela música que não é sua, mas você poderia muito bem ter escrito? Pois bem...
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domingo, 15 de agosto de 2010
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Carta
Demorei até ter coragem de lhe escrever,
Esta é uma carta que você nunca vai ler.
Canção singela esta, que nunca vai chegar aos seus ouvidos,
E que mesmo assim foi adiada
Por medo de infantilizar
O que de infantil não tem nada.
Escondi-a por medo.
Medo de críticas, de desencorajamento.
Não temo mais, a afeição é declarada
E todos ouvem meu grito, menos você.
Adiei estas tortas linhas
Por medo de infantilizar
O que de infantil não tem nada.
Falta pouco agora, chego ao final
Talvez a última frase eu nunca cante em voz alta.
É que sorrio ao lembrar do leve toque
Da sua mão na minha,
E isso pode vira a infantilizar
O que de infantil não tem nada.
Esta é uma carta que você nunca vai ler.
Canção singela esta, que nunca vai chegar aos seus ouvidos,
E que mesmo assim foi adiada
Por medo de infantilizar
O que de infantil não tem nada.
Escondi-a por medo.
Medo de críticas, de desencorajamento.
Não temo mais, a afeição é declarada
E todos ouvem meu grito, menos você.
Adiei estas tortas linhas
Por medo de infantilizar
O que de infantil não tem nada.
Falta pouco agora, chego ao final
Talvez a última frase eu nunca cante em voz alta.
É que sorrio ao lembrar do leve toque
Da sua mão na minha,
E isso pode vira a infantilizar
O que de infantil não tem nada.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Canção para os olhos cansados.
O amor que tenho por estes olhos...
Olhos que me olham com a sabedoria do sábio cansado.
Olhar com um quê de ternura, um ar divertido,
Cautela.
Esse par de olhos, que tanto já viu...
Minha imaginação não alcança seu olhar cansado.
Cansaço e sabedoria se abraçam, dançam,
Enquanto você olha pra mim e sorri.
Amor grande esse que eu tenho
Por esse seu pequeno par de olhos.
Olhos que um dia foram grandes,mas apequenaram-se
Enquanto a vida passava diante deles.
Encolheram sem, no entanto, perder o brilho.
Esse brilho jamais se perde.
É o brilho experiente dos seus olhos gastos
Que os meus olhos jovens tentam capturar,
Em vão.
Ah! O amor que eu tenho
Por estes olhos
Cansados.
Olhos que me olham com a sabedoria do sábio cansado.
Olhar com um quê de ternura, um ar divertido,
Cautela.
Esse par de olhos, que tanto já viu...
Minha imaginação não alcança seu olhar cansado.
Cansaço e sabedoria se abraçam, dançam,
Enquanto você olha pra mim e sorri.
Amor grande esse que eu tenho
Por esse seu pequeno par de olhos.
Olhos que um dia foram grandes,mas apequenaram-se
Enquanto a vida passava diante deles.
Encolheram sem, no entanto, perder o brilho.
Esse brilho jamais se perde.
É o brilho experiente dos seus olhos gastos
Que os meus olhos jovens tentam capturar,
Em vão.
Ah! O amor que eu tenho
Por estes olhos
Cansados.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Carnaval de 2006
Porque o mundo não parou?
Como a vida ousa a continuar, se a rosa mais bela morreu?
Porque as escolas de samba estão indo para a avenida?
Como pode um samba ser feito e cantando?
De que tudo isso adianta, se ela não está mais aqui para apreciar?
Porque os comércios abrem e as escolas funcionam?
Porque as pessoas riem e sorriem lá fora?
Porque? Porque?
Não há motivos para sorrir,
Ela se foi.
Fechem as janelas! O sol não ousará brilhar
Porque brilharia, afinal? Ele só brilhava pra ela
Só pra ela.
Ela, mais brilhante e bela que o próprio sol.
Quem se atreve a continuar fabricando esse perfume?
Perfume tão dela que não serve pra mais ninguém.
Perfume que ainda sinto de vez enquando
Perfume que ainda sinto sempre.
Parem! Parem de passar esse filme.
Filme que nunca será o mesmo sem a risada dela
Cena com a qual ninguém nunca se emocionará, como ela se emocionou.
Cena que não mais assistirei ao lado dela, em uma quinta-feira chuvosa.
Parem o mundo, ele não merece mais girar!
Sua graça se foi, seu sorriso se desfez.
Seus olhos verdes já não brilham mais.
Seus olhos verdes, que brilham dentro de mim
Olhos verdes, que brilham dentro de mim
Verdes, que brilham dentro de mim
Que brilham dentro de mim
Brilham dentro de mim
Dentro de mim
De mim
Mim.
Mim? Não existe mais "mim" sem você,
"Mim" já não é mais nada, não existe mais.
Pedaço de mim morreu, agora que seus olhos verdes estão fechados.
Fechados e cobertos de terra.
Como a vida ousa a continuar, se a rosa mais bela morreu?
Porque as escolas de samba estão indo para a avenida?
Como pode um samba ser feito e cantando?
De que tudo isso adianta, se ela não está mais aqui para apreciar?
Porque os comércios abrem e as escolas funcionam?
Porque as pessoas riem e sorriem lá fora?
Porque? Porque?
Não há motivos para sorrir,
Ela se foi.
Fechem as janelas! O sol não ousará brilhar
Porque brilharia, afinal? Ele só brilhava pra ela
Só pra ela.
Ela, mais brilhante e bela que o próprio sol.
Quem se atreve a continuar fabricando esse perfume?
Perfume tão dela que não serve pra mais ninguém.
Perfume que ainda sinto de vez enquando
Perfume que ainda sinto sempre.
Parem! Parem de passar esse filme.
Filme que nunca será o mesmo sem a risada dela
Cena com a qual ninguém nunca se emocionará, como ela se emocionou.
Cena que não mais assistirei ao lado dela, em uma quinta-feira chuvosa.
Parem o mundo, ele não merece mais girar!
Sua graça se foi, seu sorriso se desfez.
Seus olhos verdes já não brilham mais.
Seus olhos verdes, que brilham dentro de mim
Olhos verdes, que brilham dentro de mim
Verdes, que brilham dentro de mim
Que brilham dentro de mim
Brilham dentro de mim
Dentro de mim
De mim
Mim.
Mim? Não existe mais "mim" sem você,
"Mim" já não é mais nada, não existe mais.
Pedaço de mim morreu, agora que seus olhos verdes estão fechados.
Fechados e cobertos de terra.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Menininha
A menina no homem
O homem na menina
A menina ri, chora, ora
A menina no homem alfora
Encantada ela olha os brinquedos
Não pode toca-los, mas brinca
brinca com seu olhar atento e puro.
O homem não sabe pra onde ela iria
O homem não sabe de onde ela foi
Não sabe seu nome, desconhece seu físico
Só sabe que ela ri, chora e ora
E que eu seu ser a menininha alfora.
Nada sabe dizer, em nada pode mexer
Engatinha pelo chão do apartamento vazio
O homem lhe acompanha, emprestando mente e corpo
Alma, a garotinha já não pode mais ter.
A menina ri, chora, ora
A menina no homem aflora
Por fim ela cumpre sua missão
E ainda com aquela inocência de quem pode contar
a idade nos dedos das mãos,
a pequenina vai-se embora.
A paz reina, no apartamento vazio.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Marcas
essas marcas em seu corpo,
como uma velha fotografia
que o tempo modificou,
foram todas ele quem te causou.
essas marcas em seu coração,
de quem viu a vida ser levada,
levada por ele, de uma forma injusta e inesperada
e para impedir, nada pôde fazer.
então, macrada, sofriada, cansada,
mas linda, sempre linda
um último suspiro me deu..
e como quem já não aguentava mais respirar,
nos meus olhos olhou e jurou pra sempre me amar.
sem saber que te veria pela última vez,
prometi que ligaria, talvez...
bem, acho que se cançou de esperar
e com outro alguém foi viver,
pra outro alguém foi cantar.
essas marcas em mim, sim!
são todas de saudade,
saudade daquele dia, em que por outro nome me chamou
não me importei, pois era como me sentia
quando contigo eu vivia.
sinto sua falta, sei que não posso mais te ter
mas para aquela estrela no céu,
a mais bela de todas,
seu nome dei.
sei que vive com outro alguém agora,longe
muito longe...
longe da dor,longe tudo,
longe dele,longe de mim.
mas estás feliz, e alegrando a outros também.
sei que foi melhor assim, mas só por mais um dia
queria te ter aqui.
eternamente te amarei, sei que me amarás também,
pois cumprirá aquela promessa, que um dia você me fez.
vai em paz, meu anjo.
como uma velha fotografia
que o tempo modificou,
foram todas ele quem te causou.
essas marcas em seu coração,
de quem viu a vida ser levada,
levada por ele, de uma forma injusta e inesperada
e para impedir, nada pôde fazer.
então, macrada, sofriada, cansada,
mas linda, sempre linda
um último suspiro me deu..
e como quem já não aguentava mais respirar,
nos meus olhos olhou e jurou pra sempre me amar.
sem saber que te veria pela última vez,
prometi que ligaria, talvez...
bem, acho que se cançou de esperar
e com outro alguém foi viver,
pra outro alguém foi cantar.
essas marcas em mim, sim!
são todas de saudade,
saudade daquele dia, em que por outro nome me chamou
não me importei, pois era como me sentia
quando contigo eu vivia.
sinto sua falta, sei que não posso mais te ter
mas para aquela estrela no céu,
a mais bela de todas,
seu nome dei.
sei que vive com outro alguém agora,longe
muito longe...
longe da dor,longe tudo,
longe dele,longe de mim.
mas estás feliz, e alegrando a outros também.
sei que foi melhor assim, mas só por mais um dia
queria te ter aqui.
eternamente te amarei, sei que me amarás também,
pois cumprirá aquela promessa, que um dia você me fez.
vai em paz, meu anjo.
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