Não dá pra eu escrever quando tô feliz. Não dá mesmo, tudo soa superficial, aparentemente suspeito... incompleto, já tentei, acredite. É que parece que quando peito rompe em angústia, eu preciso recompô-lo em algum lugar, e quando tá tudo bem... tá tudo bem, oras!
Mas hoje aconteceu uma coisa engraçada, viu? Hoje tive um segundo de paz, achei esquisito, mas parecia que tava tudo no lugar. Olhei pro trigo e pro mato e tudo passou rápido de mais, parecia que não tinha fim, e acho que não tem mesmo. E a música ali, me falando que tudo é amor, amor, amor... e daí eu achei que era. E tive vontade de dividir com você, em forma de palavra escrita, porque felicidade é ainda mais difícil de explicar por meio da tagarelice. É sopro, quase invisível, e, olha, vai embora rapidinho. Ultimamente tá ainda mais raro, são as tais dores do crescimento. Dói a junta da perna, os braços e a alma, mas essa, hoje, pode respirar um pouquinho e foi pra lá de bonito, me lembrando do dia em que tive todos os sonhos a um passo de virarem realidade. "Felicidade não existe, o que exite na vida são momentos felizes"? Olha, o cara que disse isso sabe bastante das coisas. Me pergunto, se ele também sabe como é incrível quando esses milésimos de segundo acabam por acontecer. Acho que é esperar por eles que me faz querer continuar a buscar o que não sei o que é. Raro, e absolutamente sensacional.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Escrevo sobre aquilo do que sou feita.
Eu falo sobre amor.
Minhas linhas tornam-se repetitivas, cansadas, estão sempre dizendo o mesmo.
Sinto-me dentro daquele filme do qual tanto gosto, em que tantos personagens e tantas histórias se reúnem, encontram e desencontram para falar do sentimento mais importante do mundo.
E sim, eu acredito que todos nós seremos salvos pelo amor, acredito mesmo que amor é tudo o que você precisa, e considero SIM toda forma de amor, se for sincera, totalmente justa e inevitavelmente linda.
Por isso essa auto-sabotagem. Por isso hoje, quando passei o olho pelos meus últimos escritos publicados notei que todos falavam da mesma coisa. Um amor de pai, um amor de avô, um coração partido pelo amor não-correspondido e o amor pelas pequenas coisinhas, invisíveis à maioria dos olhos.
E quando sentei nessa cadeira azul que tanto amo, olhei para esse pequeno tapetinho fulpudo, que tanto amo, encolhido aos meus pés, notei que mais uma vez escreveria sobre ele, só ele, porque sim, sim e sim, sou feita de amor e só dele, puro e simples. Amo o amor e, me desculpem se meus textos são cansativos por caírem sempre na mesma conversa, mas só sei escrever sobre aquilo do que sou feita :)
Minhas linhas tornam-se repetitivas, cansadas, estão sempre dizendo o mesmo.
Sinto-me dentro daquele filme do qual tanto gosto, em que tantos personagens e tantas histórias se reúnem, encontram e desencontram para falar do sentimento mais importante do mundo.
E sim, eu acredito que todos nós seremos salvos pelo amor, acredito mesmo que amor é tudo o que você precisa, e considero SIM toda forma de amor, se for sincera, totalmente justa e inevitavelmente linda.
Por isso essa auto-sabotagem. Por isso hoje, quando passei o olho pelos meus últimos escritos publicados notei que todos falavam da mesma coisa. Um amor de pai, um amor de avô, um coração partido pelo amor não-correspondido e o amor pelas pequenas coisinhas, invisíveis à maioria dos olhos.
E quando sentei nessa cadeira azul que tanto amo, olhei para esse pequeno tapetinho fulpudo, que tanto amo, encolhido aos meus pés, notei que mais uma vez escreveria sobre ele, só ele, porque sim, sim e sim, sou feita de amor e só dele, puro e simples. Amo o amor e, me desculpem se meus textos são cansativos por caírem sempre na mesma conversa, mas só sei escrever sobre aquilo do que sou feita :)
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
"Today is the greatest day I've ever known(...)"
É isso.
A menina caminha com o coração um tanto partido. Não sente frio, nem calor, o sol brilha bonito no céu, mas o vento forte da Avenida permite que ela vista seu moletom favorito. Para, respira fundo, olha pro céu... sorri.
A tristeza dessa vez é diferente. Ela é serena, é madura, oposto de todas as outras vezes, não impede a menina de sorrir, de rir com alguns amigos, e de apreciar uma flor bonita no galho de uma árvore.
Talvez carregue consigo uma pitada de arrependimento. Devia ter sido mais corajosa! A covardia sempre lhe foi um problemão. Se tivesse sido mais explicita em relação aos seus sentimentos então... AH! Agora não adianta mais pensar nisso. Mal feito, feito. Acabou, pronto, vai esquecer.
Poderá cair uma lágrima ou outra, e de noite quando fechar os olhos com certeza terá um único pensamento. Só queria ter sido diferente de todo o resto, e nem isso conseguiu.
Olha para os lados. Um raio de sol inesperado invade-a por completo e então não pode evitar o pensamento de como a vida é bonita, e uma pequena chama de esperança não pode deixar de brotar dentro dela. Afinal, com um céu desses, e com uma música que lhe diz que hoje é o melhor dia que ela já conheceu, como não esperar pelo melhor, de fato? :)
A menina caminha com o coração um tanto partido. Não sente frio, nem calor, o sol brilha bonito no céu, mas o vento forte da Avenida permite que ela vista seu moletom favorito. Para, respira fundo, olha pro céu... sorri.
A tristeza dessa vez é diferente. Ela é serena, é madura, oposto de todas as outras vezes, não impede a menina de sorrir, de rir com alguns amigos, e de apreciar uma flor bonita no galho de uma árvore.
Talvez carregue consigo uma pitada de arrependimento. Devia ter sido mais corajosa! A covardia sempre lhe foi um problemão. Se tivesse sido mais explicita em relação aos seus sentimentos então... AH! Agora não adianta mais pensar nisso. Mal feito, feito. Acabou, pronto, vai esquecer.
Poderá cair uma lágrima ou outra, e de noite quando fechar os olhos com certeza terá um único pensamento. Só queria ter sido diferente de todo o resto, e nem isso conseguiu.
Olha para os lados. Um raio de sol inesperado invade-a por completo e então não pode evitar o pensamento de como a vida é bonita, e uma pequena chama de esperança não pode deixar de brotar dentro dela. Afinal, com um céu desses, e com uma música que lhe diz que hoje é o melhor dia que ela já conheceu, como não esperar pelo melhor, de fato? :)
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terça-feira, 6 de julho de 2010
Antes da enchente.
Então, é hora de um novo começo.
Sempre procuro associar momentos da minha vida com uma música, ou artista, ou coisa que o valha. Talvez a música ideal apara esse momento fosse dos Smiths. Talvez eu devesse estar cantarolando "good times for a chaange..." enquanto me preparo para uma organização do meu armário, uma organização de pensamentos e um novo corte de cabelos, mas, por algum motivo, hoje comecei a ouvir algumas músicas que marcaram meus 14, 15 anos de idade (e isso nem faz tanto tempo, vai) e dentre elas, é claro, estava a saudosa Noção de nada.
Então, "já não consigo nem lembrar do mundo antes de você" é uma frase bem forte, e eu costumava cantar para alguém com quem hoje já nem falo. Mas sabe?? Eu consigo me lembrar do mundo antes dessa pessoa. Consigo me lembrar do mundo antes de todas as pessoas que já passaram pela minha vida. Na certa me lembrarei dessa minha vida de agora, conforme pessoas novas forem chegando. Poxa! Não consigo é lembrar do mundo antes de mim mesma. Essas decisões, essas mudanças, os pensamentos, a forma como eu vou lidar com meus acontecimentos, com as lágrimas que puderem vir e com as noticias que vão chegar... tudo isso cabe a mim.
Antes da enchente. Vem vindo uma enchente por ai, as coisas vão mudar. Mas não é por causa de uma segunda pessoa, não. Estou pedindo por uma mudança, e parece que tenho esperado que alguém realize essa mudança pro mim. Mas não. Ela é minha, e só minha, como tudo mais, é tão minha que até me dói.
Parece que finalmente acordei para tudo, parece que enfim esse torpor maluco no qual me enfiei finalmente tenha terminado. Começo a perceber o quanto escrever meus pensamentos e bobagens aqui faz falta, o quanto tantas outras coisas deixadas para trás fazem falta. Tá na hora de mudar. Retomar alguns velhos pensamentos, jogar fora tantos outros que agora me fazem mal, e abrir espaço para que os novos venham.
É, posso lidar com isso, sei que posso!
"Antes do sol, da chuva... antes de voce".
Sempre procuro associar momentos da minha vida com uma música, ou artista, ou coisa que o valha. Talvez a música ideal apara esse momento fosse dos Smiths. Talvez eu devesse estar cantarolando "good times for a chaange..." enquanto me preparo para uma organização do meu armário, uma organização de pensamentos e um novo corte de cabelos, mas, por algum motivo, hoje comecei a ouvir algumas músicas que marcaram meus 14, 15 anos de idade (e isso nem faz tanto tempo, vai) e dentre elas, é claro, estava a saudosa Noção de nada.
Então, "já não consigo nem lembrar do mundo antes de você" é uma frase bem forte, e eu costumava cantar para alguém com quem hoje já nem falo. Mas sabe?? Eu consigo me lembrar do mundo antes dessa pessoa. Consigo me lembrar do mundo antes de todas as pessoas que já passaram pela minha vida. Na certa me lembrarei dessa minha vida de agora, conforme pessoas novas forem chegando. Poxa! Não consigo é lembrar do mundo antes de mim mesma. Essas decisões, essas mudanças, os pensamentos, a forma como eu vou lidar com meus acontecimentos, com as lágrimas que puderem vir e com as noticias que vão chegar... tudo isso cabe a mim.
Antes da enchente. Vem vindo uma enchente por ai, as coisas vão mudar. Mas não é por causa de uma segunda pessoa, não. Estou pedindo por uma mudança, e parece que tenho esperado que alguém realize essa mudança pro mim. Mas não. Ela é minha, e só minha, como tudo mais, é tão minha que até me dói.
Parece que finalmente acordei para tudo, parece que enfim esse torpor maluco no qual me enfiei finalmente tenha terminado. Começo a perceber o quanto escrever meus pensamentos e bobagens aqui faz falta, o quanto tantas outras coisas deixadas para trás fazem falta. Tá na hora de mudar. Retomar alguns velhos pensamentos, jogar fora tantos outros que agora me fazem mal, e abrir espaço para que os novos venham.
É, posso lidar com isso, sei que posso!
"Antes do sol, da chuva... antes de voce".
quarta-feira, 31 de março de 2010
O menino e o Cãozinho
Da primeira vez, ele passou por mim sem que eu houvesse reparado devidamente. Absorta em meus pensamentos e draminhas pessoais, esqueço o quanto critíco e luto contra os que perdem a essência da infância, e acabo me tornando um deles.
Mas aí é que entra aquela coisa linda chamada vida. Sempre que me acontece de afundar no próprio ego e nas pequenices, ela me vem dar um puxão de orelha. Dessa vez foi através desse adorável ser.
Moleque, não deve ter mais do que doze anos. Vêm descalço, andar displicente que só a sua vida simples lhe permite ter, cabelo despenteado no rosto e a franja irregular, colada com o suor da testa. No tornozelo sujo, trás amarrada uma coleira, e em seu encalço vem um simpático companheiro canino que não lhe desgruda nem por um segundo. Língua para fora, olhar alegre, orelhas balançando, respiração ofegante. Estiveram correndo segundos antes.
O menino compra um lanche, uma coca-cola gelada, e se acomoda em uma mesa próxima a minha. Começa o espetáculo: Metade do lanche pra um, metade do lanche pra pra outro. Poucas vezes vi alguém se divertir tanto pra comer um sanduíche.
Eles se lambuzam, se acarinham, tomam coca-cola, e não tem um que passe e não olhe para os dois amigos. Alguns com certa indiferença, é verdade, outros, como eu, olham divertidos e intrigados, e ainda aqueles que olham com certa repulsa em ver como os dois são iguais, cão e menino, menino e cão.
Por algum motivo, não sei qual, o jovem se ausentou por alguns minutos, provavelmente para ir ao banheiro, ou coisa assim. Foi então que vi o desespero de seu amiguinho, o olhar perdido, o medo de seu companheiro não voltar mais.
Olha, talvez para a maioria de vocês eu escrever sobre isso não faça o menor sentido. Talvez todo mundo veja a todo dia, a toda hora, garotos com cães, dividindo lanches e brincando na rua. Talvez ninguém entenda porque tal cena mexeu tanto comigo. E tá tudo bem, eu não me importo, afinal, eu também não sei ao certo porque tudo isso me comoveu. Mas comoveu, e ainda bem que comoveu, porque na maioria das vezes eu só preciso disso. Uma simples imagem de uma criança brincando com um cão me acorda pros inúmeros acontecimentos fantásticos do mundo.
O mundo não vai parar porque alguém partiu seu coração, ou te disse alguma coisa feia, ou te decepcionou, ou porque as coisas não saíram do jeito como você estava planejando.
Existem centenas de garotos que continuam brincando com seus cachorros, e se refrescando em um dia quente de fim de verão. O mundo não vai parar, as coisas lindas estão aí, e o sofrimento, na maioria das vezes é puramente opcional.
Obrigada ao acaso, por ter me colocado estes dois simpáticos seres no caminho, e é claro, obrigada a eles, por me lembrarem de como é bom sorrir a toa em uma terça-feira a tarde :)
Mas aí é que entra aquela coisa linda chamada vida. Sempre que me acontece de afundar no próprio ego e nas pequenices, ela me vem dar um puxão de orelha. Dessa vez foi através desse adorável ser.
Moleque, não deve ter mais do que doze anos. Vêm descalço, andar displicente que só a sua vida simples lhe permite ter, cabelo despenteado no rosto e a franja irregular, colada com o suor da testa. No tornozelo sujo, trás amarrada uma coleira, e em seu encalço vem um simpático companheiro canino que não lhe desgruda nem por um segundo. Língua para fora, olhar alegre, orelhas balançando, respiração ofegante. Estiveram correndo segundos antes.
O menino compra um lanche, uma coca-cola gelada, e se acomoda em uma mesa próxima a minha. Começa o espetáculo: Metade do lanche pra um, metade do lanche pra pra outro. Poucas vezes vi alguém se divertir tanto pra comer um sanduíche.
Eles se lambuzam, se acarinham, tomam coca-cola, e não tem um que passe e não olhe para os dois amigos. Alguns com certa indiferença, é verdade, outros, como eu, olham divertidos e intrigados, e ainda aqueles que olham com certa repulsa em ver como os dois são iguais, cão e menino, menino e cão.
Por algum motivo, não sei qual, o jovem se ausentou por alguns minutos, provavelmente para ir ao banheiro, ou coisa assim. Foi então que vi o desespero de seu amiguinho, o olhar perdido, o medo de seu companheiro não voltar mais.
Olha, talvez para a maioria de vocês eu escrever sobre isso não faça o menor sentido. Talvez todo mundo veja a todo dia, a toda hora, garotos com cães, dividindo lanches e brincando na rua. Talvez ninguém entenda porque tal cena mexeu tanto comigo. E tá tudo bem, eu não me importo, afinal, eu também não sei ao certo porque tudo isso me comoveu. Mas comoveu, e ainda bem que comoveu, porque na maioria das vezes eu só preciso disso. Uma simples imagem de uma criança brincando com um cão me acorda pros inúmeros acontecimentos fantásticos do mundo.
O mundo não vai parar porque alguém partiu seu coração, ou te disse alguma coisa feia, ou te decepcionou, ou porque as coisas não saíram do jeito como você estava planejando.
Existem centenas de garotos que continuam brincando com seus cachorros, e se refrescando em um dia quente de fim de verão. O mundo não vai parar, as coisas lindas estão aí, e o sofrimento, na maioria das vezes é puramente opcional.
Obrigada ao acaso, por ter me colocado estes dois simpáticos seres no caminho, e é claro, obrigada a eles, por me lembrarem de como é bom sorrir a toa em uma terça-feira a tarde :)
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Cornélio Fudge
Hoje notei uma incrível semelhança entre meu professor de biologia, Gerson, e o ministro da magia, Cornélio Fudge.
Agora, toda vez que o professor entrar na sala, vou imagina-lo usando um chapéu coco verde-limão. Isso tornará as aulas bem mais divertidas :D
Agora, toda vez que o professor entrar na sala, vou imagina-lo usando um chapéu coco verde-limão. Isso tornará as aulas bem mais divertidas :D
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